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REFLEXÃO
QUINTO DOMINGO DE QUARESMA
Este incidente do perdão misericordioso de uma adúltera pelo Filho de Deus tem muitas lições para todos nós neste tempo de Quaresma. Nós todos ofendemos o bom Deus de muitas maneiras. Mas, graças a Deus, não estamos lidando com os escribas e fariseus como os nossos juízes, mas com um Deus de misericórdia, um Deus que conhece e entende nossas fraquezas e fragilidades. Não importa quantos e quão sério os nossos pecados pode ter sido, não importa o quão baixo podemos ter caído, a misericórdia e o perdão de Deus estão sempre ali para pedir.
Mas devemos perguntar se precisamos arrepender-nos, porque nem mesmo para o onipotente e misericordioso Deus pode tirar de nós o pecado que nós queremos manter.
Quem poderia ser tão tolo para não aceitar a oferta divina de misericórdia? Quem poderia deixar seu orgulho e o egoísmo pessoal para colocar a sua própria felicidade eterna em perigo? Provavelmente há pessoas no inferno, mas se houver, não é por causa de seus pecados que eles estão lá. É, antes, porque eles foram muito orgulhosos e egoístas demais para se arrepender e pedir a Deus o seu perdão.
Uma segunda lição para todos nós, é que nós devemos tentar imitar a misericórdia de nosso Senhor Jesus para sermos mais compassivo para com os outros. Muitos de nós estamos inclinados a julgar muito duramente e impiedosamente o vizinho cujos pecados acontecer de se tornar públicos, enquanto minimizamos nossas próprias falhas, porque eles são secretos. Lembre-se das palavras de nosso Senhor aos fariseus: "Aquele que estiver sem pecado entre vós ser o primeiro a atirar uma pedra contra ela."
Jesus nos deu um comando básico que nos ajuda a identificar se estamos no nosso caminho para completar a nossa caminhada, se formos perseverantes em nossa fé viva. Jesus disse: "Vai, e de agora em diante não tornes a pecar".
Uma fé deve incluir o Sacramento do Batismo que nos admite no Corpo Místico de Cristo. Deve incluir o dom do Espírito Santo que habita com o propósito de santificar as nossas almas, à semelhança de Cristo. Deve incluir o sacramento da Confissão para a remissão dos nossos pecados. Deve incluir o sacramento da Eucaristia, o pão vivo que dá vida às nossas almas. Deve incluir trabalhos espirituais como um sinal de que somos filhos de Deus e que somos perseverantes em essa fé viva.
Enquanto tudo isto pode parecer tão complicado, tudo isso vem naturalmente quando colocamos a nossa confiança no Espírito de Jesus que ensina e orienta aqueles que depositam sua fé viva em Cristo.
QUARTO DOMINGO DE QUARESMA
O FILHO PRÓDIGO Retornar ao Pai misericordioso Lucas. 15, 11-32
É uma radiografia de todo o processo da conversão.
PRIMEIRO MOMENTO: PECADO
- “Um homem tinha dois filhos”: Paternidade divina e fraternidade humana.
O mundo desta graça construído sobre um esquema de família: consiste na paternidade de Deus e na fraternidade de todos os homens redimidos por Cristo.
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“O menor disse a seu pai: Pai, me dê a parte da herança que me corresponde”:
Ruptura com o pai e com os irmãos.
Dentro do quadro de família fundado sobre a graça, o pecado supõe uma ruptura com o Pai e com os irmãos.
- “E o pai repartiu os bens”. Respeito à liberdade.
A conduta transigente do pai expressa de algum modo a lógica de liberdade com que governa Deus aos homens; não quer escravos mas sim filhos.
- “foi a um país longínquo”. O pecado é afastamento de Deus.
O pecado se completa através de um duplo movimento: dar as costas a Deus e voltar-se para as criaturas, entregando-se à desfrute desordenado das coisas de Deus contra Deus mesmo.
- “Esbanjou todos seus bens”. O pecado é a ruína de todos os valores.
O pecado reporta como triste conseqüência a quebra e a perdida dos valores espirituais e humanos. O homem retrocede a atitudes de animalidade.
SEGUNDO MOMENTO: ANGÚSTIA, DOR DE CORAÇÃO
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“Começou a sofrer privações”: Experiência de carência e angústia produzida pelo pecado.
O pecado provoca estados negativos de vazio e penúria que podem causar reações saudáveis para a retomada dos valores perdidos.
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“Então foi e tornou-se servo de um dos habitantes”: Evasão e busca de alternativas de Deus.(alienações)
O primeiro efeito do estado de angustia produzido pelo pecado pode ser embarcar-se para novas lonjuras e procurar sucedâneos do bem infinito que se perdeu.
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“Enviou-o a seu campo para cuidar dos porcos. Ele quis acalmar sua fome com as bolotas”. Escravidão e abjeção. O pecado acaba na escravidão.”Aquele que peca se torna escravo do pecado” Jo 8,34.
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“Mas ninguém as dava”: O pecado isola, vazio e solidão. Por muito que se engane com suas evasões, não pode o homem receber dos sucedâneos de Deus o que só Deus pode lhe dar. O afastamento de Deus conduz a um nada e à fome total.
TERCEIRO MOMENTO: ARREPENDIMENTO, VOLTA E CONVERSÃO
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“Então caiu em si”: Da angústia à reflexão e da reflexão a descobrir sua verdadeira identidade como filho de Deus.
Através das experiências negativas derivadas do pecado, o Pai misericordioso transborda a situação e extrai dela sempre um bem maior. Neste caso foi preparando a volta do filho rebelde.
TERCEIRO DOMINGO DE QUARESMA
Carta de Paulo à comunidade cristã de Corinto é enchida com conselhos sobre como manter a fé. Na leitura de hoje lembra o povo que eles não podem ter sua nova fé como algo outorgado sem nenhuma utilidade para nós. Fé significa que somos chamados à conversão, para transformar a Deus em nosso dia a dia.
Quaresma é um tempo de penitência, um tempo de conversão. Nosso desafio é dar provas de que somos verdadeiramente seguidores de Cristo. Nossa oração deve ser essa: Senhor, ensina-nos o sentido da conversão. Ajuda-nos a viver uma vida de serviço e de amor.
No Evangelho temos que ás vezes, quando vemos um terrível acidente ou ouvimos sobre as pessoas que estão sendo perseguidas, podemos pensar que essas coisas nunca vai acontecer conosco. Algumas pessoas no tempo de Jesus acreditavam que aqueles que sofreram tais tragédias e injustiças foram punidos porque eles foram grandes pecadores. O que Deus nos diz é que, por sermos todos pecadores, devemos converter-nos e dar frutos de conversão. Porem, Jesus define a situação claramente no Evangelho de hoje. Ele diz que o sofrimento vem da injustiça em nosso mundo.
Lc 13 : 2 Jesus respondeu-lhes: «Pensam vocês que esses galileus, por terem sofrido tal sorte, eram mais pecadores do que todos os outros galileus? De modo algum, lhes digo eu.
SEGUNDO DOMINGO DE QUARESMA
Evangelho de São Lucas 9: 28-36
A ressurreição não se explica sem a cruz. A ressurreição vem justificar a cruz, dar a aprovação de Deus a esse caminho tão estranho. A chegada dá razão ao caminho, a ressurreição dá razão à cruz.
Pedro, Tiago e João terão entendido tão mal a caminhada de Jesus?
Sem dúvida, os evangelistas estavam pensando, sobretudo nos dirigentes e fiéis de suas comunidades: eram eles certamente que não estavam entendendo bem o caminho de Jesus e começavam a se envolver mais com disputas de poder e prestígio. Como diz o pessoal da roça, o evangelista “está batendo na carroça para o burro entender”. Esses que têm dificuldade de entender não seremos nós, hoje ?
Haverá outra saída para a humanidade, para seus problemas sociais, políticos, ecológicos, que não seja a cruz, a coragem de se sacrificar pelo outro, por todos, pelo todo?
Outro dia uma criança disse: “Para a gente viver em comunidade, é preciso passar pela cruz !”.
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